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Já fui para a Espanha no inverno e no verão. Preferi o inverno. Por quase 40 dias andei, andei, andei. E nunca desanimei. No verão, além da quentura dos infernos, gente, gente, gente. Só mesmo os escritores, e leitores, de livros de autoajuda são capazes de dar valor ao calor humano.
A Alemanha é linda debaixo de neve. Tá certo que as estradas e a disciplina ajudam na locomoção mas que é muito bonito abrir as janelas e dar de cara com a Floresta Negra toda branquinha, isso é.
Aqui pertinho, na Argentina, também é um bom lugar para sentir frio. A Patagônia é fantástica. Bariloche é bastante muvucada e, dependendo dos humores do vulcão, fica interditada. Mas tem El Calafate e seu inacreditável Glaciar Perito Moreno (esse eu acho funciona também no verão, mas não deve ser a mesma coisa). Tem Ushuaia, uma cidade bem sem gracinha, mas ponto de partida para passeios muito bonitos.
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Come-se bem, bebe-se melhor ainda. O cordeiro patagônico, junto com a centolla e a merluza negra são iguarias das mais finas. O vinho é da casa, mas dá para tomar.
Para dormir, bons hotéis, com toda infra. Quartos acolhedores, camas macias, calefação. E deitar e sonhar.
Claro que tudo isso ficaria bem melhor se eu soubesse esquiar. Esquiando teria aproveitado muito mais Sierra Nevada, Aspen, Farellones, Portillo e até mesmo Bariloche que, convenhamos, tem muita diversão até mesmo para patas mancas como eu.
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