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Mesmo quem nunca mergulhou, pode fazer umas aulas e ser batizado lá mesmo. Dizem que é seguro. Dizem.
Se os mergulhadores têm todos os motivos para adorar, os casais em lua de mel, não sei não. Noronha é caro. Caro para chegar, caro para ficar e muito, mas muito desconfortável. Existem umas poucas pousadas bacanas, mas com o preço das diárias ultrapassando fácil, fácil os dois dígitos na alta estação, cruzes!
A forma mais comum de hospedagem são as chamadas pousadas familiares. E bota comum nisso. Um dia falta água, outro dia falta luz. Nem sempre a simpatia dos donos compensa a falta de estrutura imposta por uma legislação ambiental duríssima que ignora os bugues altamente poluentes que congestionam a única estrada local e pega pesado com algum pousadeiro que queira, por exemplo, reformar o telhado com goteiras.
Como as pousadas chiconas, com piscina, ar-condicionado, talvez até internet sem fio, conseguiram a licença do IBAMA? Sabe-se lá. Melhor nem perguntar.
Em tempo: nunca fui para Noronha em lua de mel.
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